domingo, 27 de maio de 2012

ISENÇÃO: VESTIBULAR UERJ

Queridos alunos e orientandos,

Como falado na última sessão de orientação acadêmica, os alunos poderão pedir a isenção de taxa do 2º Exame de Qualificação da UERJ do dia 13 de junho até o dia 15 neste endereço http://www.vestibular.uerj.br/. Vocês deverão preencher o formulário de isenção com todas as informações possíveis sobre sua condição socioeconômica, além do código do nosso pólo, que será fornecido em breve.
Após o preenchimento, vocês deverão imprimir o formulário e anexar a documentação exigida.  De acordo com o item 3.4 do edital:

“O candidato deverá apresentar, além do comprovante oficial de ter concluído ou estar cursando o último ano do ensino médio, documentação comprobatória de identificação e de renda de todas as pessoas que integram o seu grupo familiar, bem como a de situação de moradia, de IPTU e de energia elétrica.”

Portanto, já podem começar a providenciar os documentos usualmente solicitados pela UERJ:

1-  xerox das 3 últimas contas de luz;
2-  xerox que comprove a situação legal do imóvel onde reside;
3-  RG e CPF de todos os moradores da residência, assim como os respectivos           comprovantes de renda; e se não tem renda, declaração e xerox da carteira de trabalho;
4- xerox das despesas da residência;
5- declaração escolar;
6- o que não puderem comprovar, escrevam uma carta de próprio punho.

No próximo sábado, marcaremos a hora e o dia em que nos encontraremos no CEVI para o recolhimento dos envelopes, para que possamos levá-los à UERJ até o dia 18 de junho, último dia para a entrega da documentação.
Portanto, comecem logo a providenciar a documentação, principalmente aqueles que estão no último ano do ensino médio, visto que a emissão da declaração pelas escolas pode demorar um pouco.

Leiam o edital: http://www.vestibular.uerj.br/portal_vestibular_uerj/arquivos/arquivos2013/1_eq_2013/isencao/edital_isencao_tx_insc_vest_2013.pdf

Um beijo em todos e boa sorte!
Karla Karina

RECADOS DA SEMANA

Avisos aos Alunos do Pré-Vestibular Social de 24/05/2012
  1. O MEC já definiu as regras do Enem desse ano e as inscrições começam segunda-feira, dia 28/05 e irão até o dia 15/06. As provas serão nos dias 3 e 4 de novembro. A fonte é o site UOL.

    http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/05/24/inscricoes-para-enem-2012-comecam-nesta-segunda-feira-veja-o-que-muda-na-prova.htm
  2. O resultado do Simulado online 03 de Redação será divulgado no dia 01 de junho, depois das 18 h.
  3. Lembramos que as inscrições para o vestibular CEDERJ foram prorrogadas até o dia 30 de maio.
  4. Datas importantes
Vestibular Estadual 2013
1º Exame de Qualificação

a partir de 23/05 Cartão de Confirmação de Inscrição

UFJF – Campus Governador Valadares - Vestibular de Inverno
24/05 Comprovante de Inscrição no site
02/06 Provas da Primeira Etapa
03/06 Provas da Segunda Etapa
03 e 04/06 Recursos às questões e/ou gabaritos

Cederj
até 30/05 Inscrições

Faetec 2012-2
21/05 Resultado do pedido de isenção da taxa de inscrição e cotista
07 a 27/05 Inscrição no site
até 30/05 Período de correção dos dados informados no requerimento de inscrição junto à empresa organizadora

Cefet-MG 2012-2
até 25/05 Entrega de atestado de candidatos com necessidades especiais
04/06 Comprovante de Inscrição disponível no site
05/06 Solicitação de correções, se necessário, no comprovante

UFES 2012-2
28/05 a 17/06 Inscrições (sem taxas

ORIENTAÇÕES PARA O VESTIBULAR CEDERJ

Prezados,
A tensão que antecede o vestibular é muito comum aos candidatos, e pode atrapalhar o desempenho nas provas de acesso à universidade. Nesse sentido, conhecer o modelo de cada prova pode contribuir para aumentar a segurança e permitir que se preocupem somente em realizar um bom vestibular.
Essa semana, falaremos um pouco sobre o modelo de prova do CEDERJ, que levanta muitas dúvidas com relação à sua estrutura e que já custou a reprovação de muitos candidatos que não entenderam sua organização

I – Sobre a aplicação da prova:

O vestibular CEDERJ acontece, tradicionalmente, duas vezes por ano. Logo, você pode fazer a prova em junho para começar a estudar no fim de julho ou em dezembro para começar no ano seguinte. A prova de ingresso é realizada em fase única e é aplicada em um só dia.
No próximo dia 16 de junho, será aplicado o vestibular para ingresso no segundo semestre de 2012, ou seja, quem for aprovado começará a estudar já em julho. Neste dia, você terá cinco horas (das 09 às 14 horas) para resolver as 40 questões de múltipla escolha compostas por quatro alternativas, a proposta de redação e cinco questões discursivas, lembrando sempre do tempo que deve ser reservado à marcação do cartão-resposta.
 
II – Estrutura da prova:

Agora que já falamos sobre os aspectos gerais da prova, veremos como ela está organizada. Você receberá do fiscal um único caderno contendo:

REDAÇÃO:  O CEDERJ geralmente trabalha com a estrutura dissertativo-argumentativa, ou seja: o aluno deve discorrer sobre um tema, buscando persuadir o leitor acerca do ponto de vista do autor sobre o assunto tratado. É o que todos os alunos vêm estudando tanto nas aulas de Português quanto nas aulas de Redação do PVS até agora. Veja exemplos de propostas de redação em seu caderno de provas (CEDERJ 2012 e 2011) e no anexo I da apostila de Redação (módulo I). Aproveite para tirar eventuais dúvidas sobre o que é pedido consultando a tutoria a distância através do telefone 0800 282 0636.

OBJETIVAS: A prova objetiva é composta por cinco questões de múltipla escolha de cada disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Biologia, Física, Geografia, História, Matemática, Química e Língua Estrangeira. Vale lembrar que não se deve fazer as duas provas de língua estrangeira, apenas inglês ou espanhol, conforme a escolha do candidato no momento da inscrição.


DISCURSIVAS: Em outros vestibulares, como o da UERJ, por exemplo, normalmente as provas discursivas são aplicadas como segunda fase, com as questões divididas por disciplinas, e o candidato faz somente aquelas que são suas específicas, de acordo com o curso escolhido. O modelo do vestibular CEDERJ é um pouco diferente, o que costuma provocar confusão no candidato na hora da prova.

E quais são essas diferenças?

Primeiramente, a prova discursiva é realizada no mesmo dia da prova de múltipla escolha e redação. Após resolver as questões objetivas e a redação (comum a todos os candidatos), você encontrará as questões discursivas, na sequência do mesmo caderno de provas, que estarão divididas pelos cursos oferecidos pelo CEDERJ. O candidato deverá resolver somente as questões referentes ao curso escolhido no ato da inscrição. Por exemplo, se eu me inscrevi para Administração ou Administração Pública, farei somente as cinco questões referentes a estes cursos, como destacado em vermelho:

 



O mesmo vale para quem se inscreveu para todos os outros cursos. Abaixo, mais um exemplo. Agora para o curso de Ciências Biológicas:

III – Sobre as Específicas

Passadas as dúvidas com relação à estrutura da prova, pode surgir mais um questionamento: Mas se as discursivas são divididas por cursos, quais serão as matérias cobradas na minha prova? Observe na tabela a seguir as disciplinas cobradas de acordo com o curso para o qual você se inscreveu:

IV – Tempo de Prova

Sabendo que a prova terá 5 horas de duração, você pode considerar a seguinte distribuição de tempo:
1h40min - Questões objetivas
1h30min - Redação
1h30min - Questões discursivas
20min - Marcação do cartão objetivo

Essa previsão conta que você faça um pequeno rascunho da redação e das discursivas, mas já responda à caneta no caderno de respostas. Se deixar para passar tudo à caneta depois de pronto à lápis, não conseguirá terminar a prova a tempo.

V- Da pontuação:

A pontuação do vestibular CEDERJ também difere dos vestibulares tradicionais, e pode parecer um pouco confusa quando você for conferir sua nota final. Em cada etapa da prova (objetiva, redação e discursiva), o candidato pode atingir o máximo de 100 pontos. A nota final será a média das notas atingidas nessas três etapas, podendo chegar, portanto, aos 100 pontos. Por exemplo, se o candidato atingir 60 pontos na prova objetiva, 75 pontos na redação e 70 pontos na prova discursiva, sua pontuação final pode ser verificada assim: (80 + 75 + 70) / 3 = 75 pontos.
Será eliminado do concurso o candidato que tirar nota zero na prova de múltipla escolha, redação ou prova discursiva. Então, faça a prova com muita atenção!

Não se esqueça! Leia o edital, leve o caderno de provas ao polo nesse sábado (26/05) e converse com seu orientador acadêmico. Apesar de faltar menos de um mês para o vestibular CEDERJ 2012.2, ainda há tempo para tirar dúvidas, identificar suas maiores dificuldades e treinar o tempo de prova, como já tratamos nas orientações passadas. Bons estudos!




Figura 1. Consulte, por exemplo, a página 16 vestibular 2012.1 do seu caderno de provas do CEDERJ

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Olá meus queridos vestibulandos!
   Aproveitando o post da professora Karla sobre o Rio de Janeiro, e sabendo que uma interdisciplinaridade sempre rola no vest da UERJ, proponho hoje falarmos um pouco sorbe a Revolta da Vacina. Já ouviram falar?
    A revolta da vacina ocorreu em 1904 e consistiu num levante urbano ocorrido na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904, contra a imposição, feita pelo Estado, de vacinar toda a população carioca contra a varíola. Doença essa que vinha matando aos montes nestas redondezas.
Este fato seria o estopim para o desencadeamento de uma manifestação popular. Mas é necessário entender que outras questões estavam também diretamente envolvidas. Questões que já vinham desagradando a população mais pobre, trabalhadora, e ao que parece, completamente esquecida pelo Estado.
O início da década de XX pode ser caracterizado como o período em que as oligarquias, por diversos meios, voto de cabresto, política de governadores, se mantém no poder, dominando todo o cenário político brasileiro e buscando atuar para atender as suas necessidades e interesses.
Ao mesmo tempo, é um momento de entrada das idéias positivistas no país, acompanhadas pelo ideal de modernização. Lembremos que nesta época, o Rio de Janeiro se constituía capital do país. Com a prosperidade do café, era necessário modernizar essa cidade, composta por ruas estreitas, sujas, e casebres e cortiços sem nenhum saneamento básico. É claro que neste caso, me refiro principalmente a região central do Rio. Isso mesmo! O centro do Rio de Janeiro abrigava a massa da população trabalhadora, que morava em pequenas casas e cortiços próximas às indústrias. Como o salário já era baixo, o objetivo era cortar gastos!Inclusive com transporte. Dessa forma, a população se amontoava pelos centros, onde praticamente não havia o recolhimento de lixo, com esgoto a céu aberto, e locais úmidos. Imagine o cenário! Muito propício para o surgimentos das várias doenças como varíola, febre amarela e peste negra, não?
Agora some isso ao desejo do governo federal, (nesta época quem governava era um cara chamado Rodrigues Alves) de modernizar a cidade....Não daria boa coisa, certamente.
O objetivo do presidente era simples, transformar a capital do Brasil na capital do progresso. Mostrar ao resto do mundo o que o café e a república trouxeram: modernização, avanço, desenvolvimento! Mãos a obra?
Quem ficaria a cargo da realização do projeto seria o prefeito da cidade: o arquiteto Pereira Passos. (aquele que dá nome a uma das ruas do Saara, afinal que político não dá nome de rua hoje em dia e sempre?) Logo que eleito ele iniciou uma ampla reforma na cidade. Destruição dos cortiços e casas, alargamento das principais ruas como a Rio Branco e a Presidente Vargas, ampliação da rede de água e esgoto. Que maravilha!Não?
Não! As pessoas que moravam ali foram simplesmente expulsas do local onde residiam sem qualquer tipo de indenização! Escurraçadas! Nenhum projeto social de assistência foi dado a estas famílias que se viram sem lugar para morar de uma hora pra outra. Solução? Ir para os morros, afinal a geografia do Rio de Janeiro é assim, composta por vários morros e lagoas. Foi assim que as favelas foram começando a ganhar espaço. Lá, ainda no centro, próximos aos seus empregos, a população foi se reconstruindo. Uma casinha do lado da outra, ainda sem saneamento básico, coleta de lixo...a situação continuava precária. Para piorar um surto de malária aterrorizava a cidade, mais 3.500 pessoas morreram da moléstia. O presidente Rodrigues Alves precisava fazer alguma coisa para mudar aquele cenário. Convocou então o médico sanitarista Oswaldo Cruz que de imediato começou uma campanha de saneamento e higienização da cidade. O grande problema é como isso seria implementado. Para começar foi composto um exército de mata-mosquitos....isso mesmo. Pessoas que tinham a incumbência de sair por aí (a isso se inclui entrar, sem autorização nas casas das pessoas), soltando aquele sprayzinho desagradável, interditando locais, e internando pessoas a força! Outra medida sem pé nem cabeça, foi a remuneração daqueles que trouxessem os ratinhos que andavam por aí por perto, 300 réis, para ser mais exata. Aqueles que transmitiam a famosa peste negra, ou bulbônica. O grande problema é que as pessoas começaram a criar os animaizinhos em casa para vender e tirar uma grana extra no final do mês.
A pior das medidas foi sem dúvida a vacinação obrigatória e o bota-abaixo. Imaginem só, além de serem expulsos de suas casinhas no centro da cidade, serem obrigados a se deslocarem para morros, o governo ainda “inventava” que todo mundo deveria ser vacinado. Vale destacar gente, que essa reforma feita no Rio de Janeiro ficou conhecida como “bota-abaixo”, e que a vacina em si naquela época ainda era algo bem desconhecido aqui no Brasil. Se as elites sabiam pouco sobre, imaginem o povo, que mal tinham acesso a informação! Para piorar o governo não se preocupou em conscientizar essa população, não fez campanhas, não explicou o que era a vacina, onde ela era aplicada e o porquê. Simplesmente convocou sanitaristas que acompanhados da policia, entravam nas casas violentamente, sem nenhum respeito, e aplicavam aquele troço horroroso, que deixava o braço dolorido. Para piorar rolou um boato de que a vacina era na virilha!Imaginem, início do século XX as meninas ainda cheias de pudores, pais ciumentos e zelosos, isso era um desrespeito total! Fica muito claro o descaso do governo com a população mais humilde.
Entre os dias 10 e 18 de novembro a população se rebelou violentamente. Os jornais chamavam a manifestação de “a mais terrível das revoltas populares da república”. O povo descia o morro tombava bondes, arrancavam seus trilhos, destruíam calçamentos. “Em meio a todo o conflito, com saldo de 30 mortos, 110 feridos, cerca de 1000 detidos e centenas de deportados, aconteceu um golpe de Estado, cujo objetivo era restaurar as bases militares dos primeiros anos da República.” A revolta foi sufocada, a cidade remodelada e a varíola, extinta até os dias de hoje.
O objetivo era a modernização de uma cidade que historicamente, cresceu de forma desordenada, não contando com serviços básicos nas partes mais populosas e populares da cidade. Ao iniciar o “bota-abaixo” o governo deixou claro seu descaso à massa da população, já que sequer se preocupou com uma indenização, realocar essa população, ou criar uma estrutura que permitisse o deslocamento destes trabalhadores de locais mais distantes em direção ao centro. O povo então, optou por ficar por ali mesmo, onde desse. Está lá até hoje, e embora esteja localizado nas áreas centrais, é uma população que não recebe qualquer atenção do Estado. 
Morro da providencia (localizado no centro do Rio) no fim do século XIX e atualmente.